O propósito desta prática é gerenciar de forma eficiente toda a infraestrutura e as plataformas utilizadas por uma organização. No ambiente contemporâneo de gerenciamento de produtos e serviços digitais (DPSM), essa capacidade garante que os alicerces tecnológicos sustentem o negócio com estabilidade e segurança.
Para compreender o funcionamento dessa engrenagem sem jargões complicados, podemos analisar como quatro conceitos do nosso cotidiano se aplicam na prática:
- Infraestrutura de TI: É todo o conjunto de equipamentos físicos, programas de computador, cabos de rede e os próprios locais onde tudo isso fica ligado para fazer os sistemas funcionarem no dia a dia.
- Confiabilidade: Representa a capacidade de um aparelho, sistema ou programa de funcionar direitinho, sem dar erro ou quebrar, durante todo o tempo ou ciclos em que foi planejado para operar.
- Capacidade de manutenção: Mede o quão simples, rápido e prático é consertar, modificar ou atualizar um equipamento ou sistema quando ele necessita de reparos.
- Observabilidade: É a facilidade que a equipe tem de entender exatamente o que está acontecendo lá dentro de um sistema apenas acompanhando os dados, logs e alertas que ele gera sozinho.
Requisitos da Prática
Para que essa capacidade cumpra o seu papel de forma plena e humanizada, a organização precisa assegurar o desenvolvimento de dois requisitos fundamentais:
- Estabelecer uma abordagem de gerenciamento de infraestrutura e plataforma: Ter esse modelo claro é vital porque unifica a forma como os técnicos trabalham. Sem um combinado bem definido, cada equipe configurará os servidores de um jeito, gerando bagunça nas instalações, incompatibilidades e vulnerabilidades de segurança.
- Garantir que as soluções de infraestrutura e plataforma atendam às necessidades da organização: A importância deste pilar reside no alinhamento com o negócio. As máquinas e plataformas existem para servir ao trabalho das pessoas; portanto, se o alicerce digital for fraco ou lento demais para aguentar a demanda real, a empresa perde dinheiro e os clientes ficam insatisfeitos.
Processos da Prática Gerenciamento de infraestrutura e plataforma
O fluxo de trabalho desta prática divide-se de forma estrita em quatro processos operacionais integrados:
Gerenciamento da abordagem da organização para gerenciamento de infraestrutura e plataforma
Analisa a estratégia, os recursos e os portfólios corporativos para desenvolver, acordar, comunicar e revisar as diretrizes de uso das plataformas entre os grupos de stakeholders-chave.
- Momento real de acionamento: Este processo entra em ação quando a empresa decide adotar servidores em nuvem e o time precisa normatizar as novas regras de acesso e segurança para as equipes.
Desenvolvimento e implementação de soluções de infraestrutura
Revisa e prioriza tarefas de desenvolvimento de software para projetar, obter, construir, configurar e apoiar a implementação de soluções de infraestrutura estáveis, revisando os resultados finais.
- Momento real de acionamento: É ativado quando o time de programação avisa que vai lançar uma ferramenta pesada e a equipe técnica precisa dimensionar e ligar novos servidores para suportar os acessos.
Manutenção da infraestrutura
Executa tarefas de manutenção de rotina no ambiente tecnológico.
- Momento real de acionamento: Ocorre durante as madrugadas nas janelas regulares de aplicação de patches de segurança e atualizações de firmware nos roteadores e servidores da empresa.
Revisão e melhoria de sistemas de TI
Revisa o sistema de TI atual para planejar, iniciar e controlar melhorias estruturais de forma organizada.
- Momento real de acionamento: Nasce a necessidade de executar este processo quando os relatórios indicam que o servidor de arquivos antigo está lento e precisa ser modernizado para não travar a operação.
Produto esperado no fim da prática: Uma base tecnológica estável, elástica, segura e dimensionada corretamente, totalmente pronta para rodar as aplicações do negócio sem interrupções.
Recomendações para o sucesso da prática
As “Recomendações para o sucesso da prática” são conselhos estratégicos validados para garantir que o time extraia o melhor desempenho das máquinas sem desperdício de recursos. Acompanhe os exemplos de sua importância:
- Aplicar o princípio de gerenciamento de serviços: É importante porque lembra os técnicos de que computadores e redes não existem sozinhos; eles servem para ajudar alguém a realizar uma entrega de valor.
- Aproveitar a automação: Evita tarefas manuais repetitivas e cansativas, impedindo que um erro humano de digitação derrube a rede ao configurar um novo servidor.
- Simplificar para a experiência do cliente: Evita a construção de plataformas excessivamente complexas que dificultam o acesso e confundem os usuários no dia a dia.
- Obter o financiamento correto: Garante a verba necessária e previsível para comprar peças de qualidade, evitando que o sistema pare por falta de manutenção preventiva.
Métricas-chave
As “Métricas-chave” representam as medidas em casos reais que mostram se os investimentos em tecnologia estão trazendo retorno ou gerando prejuízos operacionais:
- Satisfação com o gerenciamento de infraestrutura/plataforma: Revela a nota que os funcionários e equipes dão para a qualidade das máquinas e sistemas disponibilizados.
- Alinhamento com estratégia e arquitetura: Garante que a aquisição de novos hardwares caminha em sincronia com os planos de crescimento da empresa.
- Desvios do roadmap de estratégia/arquitetura: Conta quantas vezes o time técnico comprou ou configurou aparelhos fora do plano original planejado.
- Benefícios, custos e riscos da abordagem de gerenciamento: Avalia o retorno financeiro real do dinheiro gasto com servidores e assinaturas de nuvem.
- Satisfação dos stakeholders com as soluções: Mostra se os diretores e gerentes aprovaram a usabilidade das plataformas base construídas.
- Incidente de infraestrutura: Rastreia o número de vezes que uma peça física quebrou ou a rede caiu em um determinado intervalo de tempo.
- Restrições de soluções de infraestrutura/plataforma: Aponta os limites técnicos exatos que impedem o sistema de rodar com mais velocidade.
- Desvios da abordagem de gerenciamento acordada: Indica as ocasiões em que os técnicos ignoraram as regras de configuração combinadas no manual.
Papéis-chave específicos da prática
Os “Papéis-chave específicos da prática” definem quem possui a responsabilidade final e a autoridade para guiar as ações dentro do fluxo de trabalho. Sob a perspectiva oficial da metodologia, a prática concentra-se no seguinte perfil especializado:
- Especialista em infraestrutura: O profissional encarregado de desenhar, configurar, manter, monitorar e consertar toda a infraestrutura física e virtual de servidores, redes e bancos de dados da organização.
